Paraná Festivais encerra primeira edição após acelerar 60 iniciativas culturais no Estado

Programa desenvolvido com participação da HOTMILK recebeu 545 inscrições e criou uma jornada de inovação, capacitação e mentorias para fortalecer a qualificação de festivais paranaenses
Com uma proposta inédita de profissionalizar a cadeia de festivais culturais a partir de ferramentas de inovação, gestão e capacitação, o Paraná Festivais encerrou sua primeira edição com 60 iniciativas aceleradas e 545 inscrições de diferentes regiões do Estado. Desenvolvido com participação da HOTMILK, ecossistema de inovação da PUCPR, o programa estabelece uma experiência que pode servir de referência para a criação de iniciativas semelhantes em outras localidades, ao aproximar agentes culturais de metodologias tradicionalmente aplicadas ao ambiente de inovação e empreendedorismo. O encerramento do programa aconteceu no último dia 4, no Innosphera Meeting Center, espaço da HOTMILK, em Curitiba. O encontro reuniu os proponentes selecionados para a etapa de aceleração e apresentou os principais resultados da iniciativa, que buscou levar ferramentas e metodologias do universo da inovação para os desafios específicos da produção cultural. A proposta foi trabalhar os festivais não apenas como eventos, mas como iniciativas que precisam desenvolver estratégias de estruturação, comunicação, sustentabilidade financeira, experiência do público e inovação. Para isso, os 60 projetos selecionados passaram por autodiagnóstico, mentorias individuais e coletivas, aulas online e trilhas de conhecimento. “Este programa demonstra que inovação não pertence exclusivamente ao universo da tecnologia. Ela também está presente na gestão cultural, na valorização dos territórios e na capacidade de reinventar formas de produzir cultura. Reunimos, em um mesmo ecossistema, festivais em suas primeiras edições e outros com décadas de tradição, e essa diversidade se tornou um dos maiores patrimônios do programa”, afirma Aline Scarpin, gerente do Núcleo de Inovação Corporativa e Startups da HOTMILK PUCPR. Segundo o relatório de resultados do programa, a jornada contou com mais de 67 horas de mentorias individuais e 18 horas de aulas online ao vivo, além de sete mentorias coletivas. Mais de 24 professores participaram de diferentes etapas da iniciativa e 23 participantes da categoria Araucária atuaram como mentores de festivais em fase inicial . As formações abordaram temas como empreendedorismo cultural, planejamento, administração financeira, comunicação, tecnologia, economia criativa, acessibilidade e inovação. Um dos diferenciais do programa foi a utilização de um autodiagnóstico para identificar os principais desafios de cada festival. Entre as sete dimensões avaliadas estavam planejamento e estratégia, financeiro e contábil, inovação, experiência do usuário, comunicação e produção cultural. O levantamento apontou maior maturidade em produção cultural, aspectos ASG e comunicação, enquanto inovação e experiência do usuário apareceram como oportunidades de desenvolvimento. Cultura e inovação Além da formação, o Paraná Festivais criou uma comunidade digital que passou a funcionar como espaço de conexão entre os participantes. A plataforma chegou a 98 integrantes e registrou crescimento de 56,7% durante o programa, sendo utilizada para divulgação de programações, compartilhamento de resultados, troca de experiências e criação de oportunidades e parcerias. A distribuição dos participantes também evidenciou a abrangência territorial da iniciativa. Entre os festivais habilitados, 50% estavam na capital e 50% no interior do Paraná. Ao todo, 15 municípios tiveram festivais habilitados, com presença de diferentes regiões do Estado. Para Aline, esse aspecto é parte fundamental do legado deixado pela primeira edição. “Com mais de 540 inscrições de todas as regiões do Paraná e 60 festivais acelerados, mostramos que universidade, governo e agentes culturais podem construir juntos uma nova forma de pensar políticas de fortalecimento da cultura. Este encerramento é, na verdade, um novo ponto de partida”, destaca. A experiência também reforçou a diversidade do ecossistema cultural paranaense. Mulheres lideraram 51% dos festivais habilitados, enquanto 40% dos agentes culturais se autodeclararam pretos, pardos, indígenas ou amarelos. Entre as linguagens e formatos representados estavam teatro, música, dança, artes visuais, cinema e manifestações classificadas como formatos híbridos. Com o encerramento, a expectativa é que os conhecimentos, conexões e ferramentas desenvolvidos ao longo da jornada permaneçam como legado para os agentes culturais participantes. Para a HOTMILK, o programa também evidencia a possibilidade de aplicar metodologias de inovação para além do ambiente tradicional de tecnologia e negócios, aproximando universidade, cultura e desenvolvimento territorial. A primeira edição do Paraná Festivais deixa, assim, uma experiência que combina formação, inovação e articulação de rede, e que coloca a cultura como um campo também capaz de experimentar novas formas de gestão, conexão e desenvolvimento. Sobre a HOTMILK PUCPR A HOTMILK é o ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a universidade privada mais inovadora do país segundo o Ranking Universitário Folha (RUF) 2025, que reúne mais de 160 startups. Considerado o principal ecossistema de inovação do Paraná e posicionado entre os maiores do Brasil no Ranking Top Ecossistemas 2025 pelo 100 Open Startups, a HOTMILK PUCPR atua em diferentes frentes: consultoria de inovação corporativa, formações corporativa na área de inovação, aceleração e desenvolvimento de startups, bem como planos de membro corporates e de membros startups. São 11 mil m², mais de 200 laboratórios de pesquisa preparados para o desenvolvimento de projetos de PD&I, auditórios para eventos corporativos e networking e mais de 3 mil m² equipados para o desenvolvimento de projetos de realidade virtual, aumentada e 3D, que recebem mensalmente 9 mil visitantes. Ao longo de sua trajetória, a HOTMILK PUCPR já acelerou mais de 350 startups, conectou mais de 6,5 mil startups a grandes empresas e foi responsável pela intermediação de mais de 230 negócios.

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