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Carol Castro fala sobre dores e rotina desafiadora ao conviver com doença crônica

 


A atriz Carol Castro detalha os impactos da Fibromialgia no dia a dia

 

A atriz Carol Castro abriu o coração ao falar sobre o diagnóstico de Fibromialgia e os impactos da doença em sua rotina. Em entrevista ao portal LeoDias, a artista, que esteve recentemente no elenco da novela Garota do Momento, relatou os desafios diários de conviver com a síndrome, marcada principalmente por dores intensas e persistentes.

 

Segundo Carol, a condição tem exigido mudanças significativas no dia a dia, desde a redução do ritmo de trabalho até a adoção de novos cuidados com a saúde. “A dor é constante e, em alguns dias, mais intensa. É um processo de adaptação física e emocional”, revelou a atriz.

 

De acordo com a médica anestesiologista e especialista em Medicina da Dor, Inácia Simões, da Clínica Saint Moritz, a fibromialgia é uma síndrome complexa que afeta diretamente a qualidade de vida dos pacientes. “A fibromialgia é caracterizada por uma dor difusa, crônica, que atinge músculos e articulações, muitas vezes acompanhada de fadiga, distúrbios do sono e alterações cognitivas”, explica.

 

A especialista destaca que o diagnóstico costuma ser desafiador e exige uma abordagem multidisciplinar. “Não existe um exame específico que confirme a doença. O diagnóstico é clínico e baseado na história do paciente e na exclusão de outras condições”, afirma.

 

Sobre o tratamento, Inácia Simões reforça que o acompanhamento deve ser individualizado. “O tratamento envolve uma combinação de estratégias, como uso de medicamentos para controle da dor, terapias físicas, atividade física regular e suporte psicológico. O objetivo não é apenas reduzir a dor, mas melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida do paciente”, pontua.

 

A médica também alerta para a importância de não negligenciar os sintomas. “Muitos pacientes convivem com a dor por anos sem diagnóstico. A dor crônica não deve ser normalizada. Quanto mais cedo houver intervenção, melhores são os resultados”, completa.

 

O relato de Carol Castro joga luz sobre uma condição ainda cercada de desinformação e reforça a importância de ampliar o debate sobre doenças crônicas e invisíveis, que impactam milhares de pessoas no Brasil.

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